LOGOTIPO DA ESCOLA

LOGOTIPO DA ESCOLA

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
GERÊNCIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PROFESSORA IRENE STONOGA
RUA MARECHAL DEODORO DA FONSECA, 1310-D
BAIRRO MARIA GORETTI – CHAPECÓ - SC
FONE: (49) 3322-3491


PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO



Chapecó - SC, março 2010


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.. 1
1. APRESENTAÇÃO.. 2
2. O PAPEL DA ESCOLA.. 3
2.1 Da Concepção Filosófico – Pedagógica e de Aprendizagem.. 3
2.1.1 Concepção Filosófica. 3
2.1.2 Concepção de Aprendizagem.. 4
2.2 Objetivos. 5
2.3 Princípios. 6
3. PROPOSTA CURRICULAR.. 7
3.1 Objetivos. 7
3.2 Matriz Curricular 7
3.3 Organização Curricular do Ensino Fundamental e Médio. 8
3.3.1 Conceitos Essenciais por Disciplina. 8
3.3.2 O Ensino Fundamental de Nove Anos. 11
3.3.3 Temas Multidisciplinares. 11
3.3.4 Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. 11
3.3.5 Educação Inclusiva. 12
3.4 Metodologia de Ensino. 12
3.5 Sistema de Avaliação. 13
3.5.1 Critérios de Avaliação Definidos pela Escola. 14
3.5.2 Conselho De Classe. 15
3.6 Conselho Deliberativo Escolar 16
3.7 Projetos Pedagógicos. 16
4. DIMENSÃO ADMINISTRATIVA.. 17
4.1 Aspectos Gerais da Organização Escolar 17
4.1.1 Regime de Funcionamento. 17
4.1.2 Formação das Turmas. 17
4.1.3 Matrícula. 17
4.1.4 Transferência. 17
4.1.5 Adaptação. 18
4.1.6 Equivalência de Estudos. 18
4.1.7 Progressão Parcial (Dependência) 18
4.1.8 Do Avanço nos Cursos ou Séries. 19
4.1.9 Da Classificação e Reclassificação. 19
4.1.10 Organização dos Tempos Escolares. 20
4.1.11 Frequência. 20
4.2 Formação Acadêmica e Profissional do Corpo Docente e Diretivo. 20
4.3 Condições de Trabalho e Plano de Valorização dos Profissionais da Educação. 21
4.4 Formas de Atendimento dos Alunos. 21
4.5 Proposta de Avaliação Institucional 22
5. DIMENSÃO FINANCEIRA.. 23
6. DIMENSÃO FÍSICA.. 23
7. METAS, AÇÕES, CRONOGRAMA, RESPONSÁVEIS E RESULTADO ESPERADO.. 23
8. CONSOLIDAÇÃO DO PPP.. 26
9. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.. 27




INTRODUÇÃO

O Projeto Político Pedagógico da Escola de Educação Básica Professora Irene Stonoga tem como referencial a realidade sócio-econômica e política da comunidade, do município, do Estado e do País, bem como, a Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina. Ele é o resultado de estudos que desde a década de 80 vem se refletindo no movimento dos educadores pela construção de uma escola pública, gratuita e de qualidade, comprometida com a democratização.
Com a efetivação da Proposta Curricular de Santa Catarina (1991) decorreram vários estudos envolvendo os diversos segmentos da escola com aprofundamento e entendimento das questões teórico-metodológicas dessa proposta.
A construção do Projeto Político Pedagógico intensificou-se principalmente a partir do ano de 1993, pois além de atender a um preceito legal já tinha como preocupação a construção de um projeto que viesse atender as necessidades da escola.
Para a consecução deste projeto fez-se necessário ter um plano de trabalho que avaliasse e refletisse a realidade da Unidade Escolar, tendo clareza da sua função social e a partir desse entendimento, a elaboração de conceitos que norteassem toda a proposta político pedagógica enquanto formulação teórica e concretização da prática.
Para tanto, entendemos que o Projeto Político Pedagógico Participativo deve ser coletivo, democrático e coerente, tendo como base um estudo profundo de como concebemos: a sociedade, o homem, a escola, o aluno, o currículo e a aprendizagem, sendo de fundamental importância estudos, cursos de capacitação, formação continuada, discussão e discernimento de como concebemos estes itens dentro da Proposta Política Pedagógica da escola.
Dessa forma, o Projeto Político Pedagógico permite a escola consolidar sua autonomia, pensando, planejando ,organizando e executando o trabalho pedagógico da escola como um todo. Por ser um projeto, não estará pronto e acabado, uma vez que pressupõe uma busca constante de alternativas viáveis à efetivação do trabalho pedagógico, exigindo uma atitude de reflexão e de tomadas de decisões por todos os envolvidos no processo educativo da escola.



1. APRESENTAÇÃO

A Escola de Educação Básica Professora Irene Stonoga está localizada na Rua Marechal Deodoro, nº 1310 D, Bairro Maria Goretti, na cidade de Chapecó.
Foi criada em 1962 atendendo inicialmente o ensino fundamental de 1ª a 4ª. No ano de 1980, passa a denominar-se Escola Básica Professora Irene Stonoga, aprovada pelo parecer nº 17/80 de 26/02/1980 e Portaria E/96 de 12/03/1980, com funcionamento de 1º Grau (1º a 8º Série).
Atualmente denomina-se Escola de Educação Básica Professora Irene Stonoga, autorizada pela Portaria E/017/SED de 28/03/2000, contando com um número de 865 alunos, sendo 558 do Ensino Fundamental e 307 do Ensino Médio.
A sua equipe técnica-administrativa e pedagógica conta com: 1 diretor geral, 1 diretor adjunto, 1 assistente de educação, 2 especialistas em assuntos educacionais (estando uma em processo de aposentadoria) 1 assistente técnico-pedagógico; 18 professores efetivos; 19 Admitidos em Caráter Temporário e 4 serventes,
O diagnóstico da realidade escolar foi feito através de questionário aos pais/responsáveis dos alunos, sobre a situação sócio-econômica das famílias.
A maioria dos alunos mora com os pais (60%), sendo que os demais (40%) moram somente com mãe, avós ou com o pai.
A maioria dos alunos moram no bairro em que a escola se localiza, bem como de bairros vizinhos e até mesmo da zona rural.
Com referência a moradia a maioria possui casa própria (70%), sendo estas em maior número as construções mistas (madeira e alvenaria), possuem energia elétrica (98%), água tratada (93%) e fossa séptica (81%).
Com relação aos utensílios elétrico-eletrônicos a maioria dispõe de geladeira (88,8%), televisor – 88,2%, DVD (15,7%), computador (7,1%), telefone (78,9%,) sendo estes em sua maioria telefonia móveis (celulares).
Os meios de comunicação com maior acesso foram: Televisão (53,5%), Rádio (52,5%), Revistas (18,5%), 0,7% - TV a cabo (0,7%), Internet (10%) DVD – vídeo (20%).
Com relação à renda familiar: recebem menos que um salário mínimo (11,4%), de um a dois salários mínimos (44,8%), de quatro dois a quatro salários mínimos (35,4%), de cinco a sete salários mínimos (6,2%), mais de sete salários mínimos (2,2%).
A situação dos pais no mercado de trabalho: são trabalhadores assalariados (62,8%), são trabalhadores autônomos (28,2), são trabalhadores aposentados (6,8), são trabalhadores na agricultura (2,2%).
Em relação à escolaridade dos pais constatou-se: analfabetos (1%), Ensino fundamental Incompleto (59,2), Ensino fundamental Completo (22,8), Ensino Médio (15,7), Ensino Superior (2,3%).
Dos alunos que estudam na escola 28,5 % exercem atividades remuneradas.
De acordo com o demonstrativo da Unidade escolar do Projeto Série Escola obteve-se os seguintes índices de reprovação: ano de 2006 - 22,55%, no ano de 2007 - 20,74%, no ano de 2008 – 10,96%, no ano de 2009 – 17%.
Com relação à evasão nos últimos anos os dados foram: em 2006 - 16,98%, em 2007 11,79%,em 2008 - 12,44% , em 2009 – 6,6%.
Com referência a distorção idade/série foram apresentados os seguintes dados: em 2006 – 3,6% , em 2007 – 1,1 % , em 2008 – 1,7 % e em 2009 - 4,4 % .
Diante dos dados apresentados, com referência as estratégias para a recuperação dos alunos de baixo rendimento faz-se necessário que sejam proporcionadas atividades diversificadas tendo um olhar criterioso de que o processo ensino-aprendizagem se dá de diferentes formas nas relações individuais.
Além disso, as discussões e o planejamento coletivo são necessários para definir as estratégias e encaminhamentos para que na prática de fato aconteça essa recuperação cognitiva e pessoal, proporcionando dessa forma a melhora dos índices e a autoestima do educando.


2. O PAPEL DA ESCOLA

2.1 Da Concepção Filosófico – Pedagógica e de Aprendizagem

2.1.1 Concepção Filosófica
A concepção filosófica fundamenta-se na Proposta Curricular de Santa Catarina, um instrumento para que os educadores aprofundem seus conhecimentos pedagógicos e possam assim, elevar a qualidade do ensino, garantindo a socialização do patrimônio cultural da humanidade. Baseia-se no Materialismo Histórico, cuja corrente filosófica fundamenta-se nos trabalhos de Marx. Seu objetivo principal é fundamentar a ação pedagógica numa perspectiva histórico-social, na qual o papel da escola, do professor e o conhecimento, estejam a serviço da cidadania crítica.
Sendo assim, a construção do conhecimento passa a ser um ato coletivo, e está sempre impregnado em algo humano refletindo as formas de produção e as relações de uma determinada sociedade, numa determinada época.
O educando é um sujeito que determina e é determinado pelo social, político e econômico (pela história), e através do conhecimento tem condições de superar e criar novas perspectivas de vida.
O papel do professor é fazer a mediação entre a herança histórica (trazida pelo aluno) e o conhecimento socialmente construído pela humanidade e a partir daí, proporcionar a construção de novos conhecimentos, novas possibilidades, colaborando na formação de um sujeito que através da apropriação de conceitos, percebe-se determinado e capaz de operar conscientemente mudanças na sociedade.

2.1.2 Concepção de Aprendizagem
A concepção de aprendizagem que dá suporte ao Projeto Político Pedagógico da escola fundamenta-se no SOCIOINTERACIONISMO, também conhecida como histórico-cultural ou sócio-histórica. À medida que considera todos capazes de aprender e compreende que as relações e interações sociais estabelecidas pelas crianças e pelos jovens, são fatores de apropriação de conhecimento, traz consigo a consciência da responsabilidade ética da escola com aprendizagem de todos, uma vez que ela é interlocutora privilegiada nas interações sociais dos alunos.
De acordo com a concepção filosófica e de aprendizagem ressaltamos que o papel da escola, do professor e o conhecimento devam estar a serviço da cidadania. A escola priorizou alguns eixos norteadores fundamentais a serem trabalhados no processo pedagógico com referência a sociedade, a escola e ao cidadão que queremos.

Que sociedade queremos?
As relações sociais hoje tendem a se estabelecer com ênfase no individualismo, na competitividade, na busca por soluções imediatas. Almejamos e definimos como prioridades, trabalhar na perspectiva de construção de uma sociedade igualitária, democrática, solidária, justa e ética. É preciso que a escola mostre aos alunos a forma como a sociedade está organizada, a maneira como ocorrem as relações sociais, econômicas e políticas e as diferenças nestes espaços, pois com esta compreensão o aluno terá oportunidade de vivenciar com maior clareza a complexibilidade do meio no qual está inserido e a partir disso, tornar-se agente transformador de sua própria vida e da realidade que o cerca.

Que escola queremos?
Definimos como características da escola que queremos: uma escola democrática, participativa, atuante, crítica, ética, agradável, organizada e aberta à exposição de trabalhos.
Para contribuirmos na construção dessas características precisamos trabalhar na perspectiva de uma escola que cumpra sua função social (construção do conhecimento). O eixo estrutural comum à educação, escola e sociedade é o conhecimento, da relação dialética entre esses componentes e que resultará o projeto pedagógico de educação, de escola e de sociedade que queremos.

Que cidadão queremos?
Não distante da sociedade que almejamos, está o aluno. Os atributos inerentes a este cidadão compreendem o ser humano como: crítico, participativo, com embasamento teórico, responsável, solidário, ético e ecológico, características estas, fundamentais para o ser humano do terceiro milênio e que ajudarão a construir um mundo melhor.
2.2 Objetivos
A Escola de Educação Básica professora Irene Stonoga tem por finalidade atender ao disposto nas Constituições Federal e Estadual, Lei e Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394/96), Lei Complementar n. 170/98, Estatuto da Criança e do Adolescente, Diretrizes Curriculares Nacionais, Diretrizes do Conselho Estadual de Educação, Diretrizes e orientações da Secretaria Estadual, observando a legislação e as normas especificamente aplicáveis.
Deste modo, seus objetivos como instituição de ensino são:
a) Ministrar conhecimentos e formação necessária ao educando, desenvolvendo suas potencialidades de forma a socializar o saber, a ciência, a técnica e as artes produzidas socialmente, para que se possa ter acesso aos bens culturais, usando metodologias e técnicas adequadas e dinâmicas.
b) Oportunizar ao aluno um espaço que visa garantir seu desenvolvimento global, através da apropriação do saber de forma reflexiva e crítica, permitindo a compreensão do mundo e da realidade, exercendo sua cidadania.
c) Promover a apropriação do conhecimento científico e dos bens culturais produzidos pela humanidade, através de um currículo interdisciplinar, dinâmico e lúdico tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores.
d) Desenvolver uma educação inclusiva através de ações e vivências com respeito à diversidade, compreendendo-a como um direito humano fundamental e base para uma sociedade mais justa e solidária. .

2.3 Princípios
A Escola visando garantir a efetivação do Projeto Político Pedagógico coloca como princípios essenciais:
a) democratização do acesso e permanência do aluno na escola com vistas a desenvolver o processo ensino-aprendizagem de qualidade, capaz de promover o sucesso do aluno na escola e na sociedade;
b) relação escola-comunidade objetivando expandir a participação de todos os segmentos nas decisões da escola, trabalhando de forma a garantir a presença dos pais e da comunidade escolar no processo de planejamento, ações, avaliação e demais atividades planejadas pela escola, a fim de proporcionar um resultado cada vez melhor no processo de aprendizagem dos alunos, que se concretiza dentro e fora de escola;
c) gestão democrática as decisões e ações devem ter caráter coletivo, baseadas nas discussões, envolvendo os diferentes segmentos da escola. Incentivar espaços democráticos na organização do ambiente, no trabalho pedagógico, na relação com o outro, colaborando dessa forma com o projeto de promoção humana e de cidadania voltados para a solidariedade e liberdade;
d) autonomia como a capacidade da escola de auto governar-se e dirigir-se, dentro dos limites legais, com responsabilidade social;
e) qualidade de ensino assegurando um padrão mínimo de qualidade para o ensino a ser ofertado para os alunos da escola, preocupação esta que deve ser um compromisso de todos os envolvidos no processo educacional, reavaliando a prática constantemente e tomando as decisões necessárias com vistas à melhoria do processo ensino-aprendizagem.
f) organização curricular como eixo central da intencionalidade da escola, perceber e construir o conhecimento a partir da integração dos diversos saberes;
g) valorização dos profissionais da escola visando assegurar uma base de educadores com formação para atuar com os alunos, ao mesmo tempo, propiciar a formação continuada para aperfeiçoamento de sua prática;


3. PROPOSTA CURRICULAR

3.1 Objetivos

O Ensino Ministrado na Escola de Educação Básica Professora Irene Stonoga tem por objetivo:
- oportunizar ao aluno um espaço que visa garantir seu desenvolvimento integral, através da apropriação do saber de forma reflexiva e crítica, permitindo a compreensão do mundo e da realidade, exercendo sua cidadania;
- priorizar os conceitos essenciais e as ações didáticas planejadas de forma a desafiar o aluno para que seu desenvolvimento e sua aprendizagem sejam voltados ao senso crítico e ao estímulo à pesquisa, possibilitando situações que permitem avançar no seu processo de aprendizagem, acreditando em sua capacidade de enfrentar desafios e superá-los;

3.2 Matriz Curricular
A matriz curricular da escola segue orientações da legislação vigente e diretrizes da Secretaria Estadual de Educação, conforme segue:
Matriz

Curso

Nome do Curso
417

9953

SAEDE
1180

150

Ensino Fundamental - Anos Iniciais
990

151

Ensino Fundamental – Anos Finais
1088

9920

Ensino Médio Diurno
1089

9920

Ensino Médio Noturno
2910

9920

Ensino Médio Diurno
2912

9920

Ensino Médio Noturno

3.3 Organização Curricular do Ensino Fundamental e Médio

3.3.1 Conceitos Essenciais por Disciplina

· Ciências
Formação do universo: BIG BANG - Elementos que compõe o meio biótico e abiótico: Água, Solo, Ar, Seres vivos- Desenvolvimento sustentável; Ciclo da matéria e energia, Fenômenos físicos e químicos.

* Artes

Produção artística; Produção cultural; Forma; Cor; Gesto.

* Ensino Religioso

Ser humano; Conhecimento revelado; Conhecimento elaborado; Diversidade das práticas; Caminhos de reintegração.

* Lingua Portuguesa

Toda língua é produção humana, construída historicamente nas e pelas relações sociais e, como tal, é uma forma de ação sobre o outro e o mundo, marcada por um jogo de intenções e representações. Entender a língua a partir dessa perspectiva pressupõe, também, a apropriação dos conceitos de:
Dialogia: cada sujeito é complemento necessário do outro;
Polifonia: as vozes que se constitui a língua;
Polissemia: multiplicidade significativa da língua;
Interdiscursividade: relação entre os diferentes discursos;
Intertextualidade: um texto remete a outros textos (abertura e incompletude);
Discurso: efeito de sentido produzido entre os interlocutores;
Textualidade: o que faz de um texto um texto e não apenas uma sequência de frases;
Texto: unidade de linguagem em uso;
Coerência: responsável pela unidade do texto;
Coesão: manifestação lingüística da coerência.
· Língua Estrangeira
Dialogia: cada sujeito é complemento necessário do outro;
Polifonia: as vozes de que se constitui a língua;
Polissemia: multiplicidade significativa da língua;
Interdiscursividade: relação entre os diferentes discursos;
Intertextualidade: um texto remete a outros textos (abertura e incompletude);
Discurso: efeito de sentido produzido entre os interlocutores;
Textualidade: o que faz de um texto um texto e não apenas uma seqüência de frases;
Texto: unidade de linguagem em uso;
Coerência: responsável pela unidade do texto;
Coesão: manifestação lingüística da coerência.

* Matemática

Números naturais (Produção histório-cultural, sistema de numeração decimal, operações)
Números Inteiros (Produção histórico-cultural, operações)
Números racionais (Produção histórico-cultural, operações, proporcionalidade e matemática comercial/financeira (razão e proporção), porcentagem, sistema monetário, câmbio)
Números irracionais e reais (Produção histórico-cultural, operações)
Números complexos (Produção histórico-cultural, operações)
Álgebra (Produção histórico-cultural, sequências, operações com expressões algébricas (cálculo algébrico, produtos notáveis e fatoração).
Relações e funções
Equações, inequações e sistemas
Matrizes e determinantes
Geometria (Produção histórico-cultural, exploração de espaço tridimensional, elementos do desenho geométrico, estudo das relações geométricas no plano).
Geometria Analítica
Trigonometria (Produção histórico-cultural, relações métricas e trigonométricas, funções trigonométricas).
Medidas (Produção histórico-cultural, comprimento, superfície, volume, capacidade, ângulo, massa, tempo, peso, velocidade e temperatura)
Estatística (Produção histórico-cultural, leitura, interpretação e construção de tabelas e gráficos, análise combinatória, parâmetros estatísticos (mediana, moda, média).

* História

Tempo; Temporalidades; Tempo/espaço; Cultura; Memória; Identidade; Ideologia; Imaginário; Relações Sociais; Relações sociais de produção.

* Geografia

Espaço; Espaço/Tempo; Espaço produzido; Espaço representado; Localização; Orientação/Paisagem; Região; Meio Ambiente; População; Relação local/global; Relações sócio-culturais.

* Artes

Produção Artística; Produção Cultural; Forma; Cor; Som; Gesto.

* Educação Física

Corporeidade, O Esporte, A Dança, O Jogo, Ginástica.
· Filosofia
- Homem; Conhecimento; Mundo; Ser; Ética; Estética.
· Sociologia
- Ideologia; Cultura; Relações sociais e de poder; Modos de produção
· Física
Mecânica; Energia; Ondas; Física moderna.
· Biologia
Big-bang (Evolução); Meio Biótico e Abiótico; Água, ar solo e seres vivos; Teoria Celular; Funções Vitais; Biodiversidade; Embriologia; Genética; Sexualidade; Desenvolvimento Sustentável; Recursos renováveis e não renováveis; Conservação ambiental; Impactos e recuperação ambiental; Legislação ambiental; Ciclo da matéria e energia; Cadeia e teia alimentar; Relações ecológicas; Processos de obtenção de energia; Ciclos biogeoquímicos; Fenômenos físicos e químicos; Composição química.
· Química
Evolução da química; Sistemas, substâncias e misturas; Elementos e compostos na sociedade; Classificação Periódica contextualizada; Elementos, representações e transformações; Combustão sem fogo: oxidação e sociedade; Soluções e relações – massa volume; Dinâmica e energia; Compostos e sistemas inorgânicos (aplicações); Química do carbono – obtenções e aplicações.

3.3.2 O Ensino Fundamental de Nove Anos
O Ensino Fundamental de nove anos iniciou sua implantação no ano de 2007. Após diversos debates, estudos e capacitações sobre a legislação compreendeu-se que o processo de alfabetização e letramento não se restringe unicamente a 1ª Série, uma vez que o objetivo de um maior número de anos no ensino obrigatório é assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar com maiores oportunidades de aprendizagem.
Esse aumento na escolaridade também implica em reflexões sobre a infância, a criança, o papel do professor, procedimentos metodológicos, possibilitando o desenvolvimento de atividades de aprendizagem em sala de aula com jogos, brincadeiras, a implementação de um novo currículo e formas diferenciadas na avaliação escolar.
Hoje, o momento histórico requer que pensemos na criança enquanto sujeito social de direitos. Já não se pode pensar uma educação para a infância, sem que esta esteja associada aos seus direitos e o respeito a essa fase da educação, ou seja, uma educação que requer nova organização pedagógica, capaz de compreender, situar e colaborar com o seu desenvolvimento.

3.3.3 Temas Multidisciplinares
A Escola, além de trabalhar as disciplinas curriculares na perspectiva da Proposta Curricular de Santa Catarina, abordará de forma multidisciplinar, os temas atuais relacionados às questões referentes à Ética e Cidadania, Educação Ambiental, Educação Sexual, Educação e Tecnologia, Educação e Trabalho, Educação para o Trânsito, bem como os que sejam significativos e necessários para a compreensão do mundo em que vivemos.

3.3.4 Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais
Sabemos que a construção de uma escola onde a diversidade étnica cultural seja respeitada, valorizada e trabalhada é um caminho ainda longo a percorrer. É necessário mudança de mentalidade, maneiras de pensar e agir dos indivíduos e em particular, das instituições e de suas tradições culturais.
O ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana se desenvolverá no cotidiano da escola, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, como conteúdos de disciplinas, particularmente em Artes, Literatura e História do Brasil, sem prejuízo das demais, em atividades curriculares, também poderá ser realizado através de projetos de diferente natureza, com vistas a divulgação e estudo de participação dos africanos e de seus descendentes em episódios da história do Brasil, da história mundial, na construção econômica, social e cultural da nação, destacando-se a atuação de negros em diferentes áreas do conhecimento, de atuação profissional, de criação tecnológica e artística e de luta social.

3.3.5 Educação Inclusiva
A inclusão é um processo que vai além da integração de pessoas com deficiência na rede regular de ensino, proporcionando a essas pessoas oportunidades de exercer seus direitos e sua cidadania através da interação com o outro, sendo respeitadas independente de suas diversidades.

3.4 Metodologia de Ensino
Diante do perfil de aluno que queremos, temos de nos basear em uma proposta metodológica de trabalho que superem as metodologias onde ao professor cabia transmitir os conhecimentos e ao aluno apenas recebê-los de forma passiva, ouvindo, memorizando e repetindo o conhecimento.
Hoje, as metodologias, devem atender aos princípios de formação de um sujeito que não é um mero receptor, deve estar baseada na interação, na inovação e na promoção das capacidades de autonomia do aluno no processo de aprender e pensar, desafiando-o de forma que busque constantemente soluções aos problemas apresentados.
Dessa forma, temos de desenvolver uma proposta metodológica de trabalho para que as aulas não se tornem apenas reprodução de conteúdos, mas possibilidades de reflexão e construção de conhecimentos, integrando teoria e prática.
O papel do professor é o de prover ambientes e ferramentas que ajudem os alunos a interpretar e analisar o mundo real numa interação dialética, utilizando-se de recursos diversos tais como: aulas expositivas e teóricas; aulas práticas com realização de atividades experimentais; trabalhos individuais e em grupos; seminários; uso das tecnologias disponíveis na escola: sala de vídeo, laboratório de Informática, data-show, laboratório móvel de ciências, química; pesquisa (individual ou em grupo); teatro, música, danças/coreografias, livros didáticos, jogos didáticos; textos informativos de revistas, jornais, reportagens de TV; produção de textos e relatórios de análises de temas abordados; pesquisas de campo; confecção de maquetes; planetário, mapas; confecção de painéis; exposição de trabalhos; feiras interdisciplinares; desenhos, histórias em quadrinhos, leituras/releituras de imagens.

3.5 Sistema de Avaliação
A partir de 2009, a avaliação escolar na Escola de Educação Básica Professora Irene Stonoga passou a seguir orientações da Resolução 158/2008 (CEE) e Portaria N/37 /SED.
A avaliação do aluno será processual, participativa, formativa, cumulativa e diagnóstica, mediante verificação da aprendizagem de conhecimentos e do desenvolvimento de competências em atividades de classe e extraclasse, incluídos os procedimentos próprios de recuperação paralela.
A avaliação do aluno será registrada no Diário de Classe do professor, incluídos os procedimentos avaliativos de recuperação de estudos e dependência.
Caberá ao conselho de Classe a decisão final a respeito da avaliação do rendimento do aluno, sendo que a representação deste deverá ser de no mínimo 51%dos participantes, e o resultado deverá ser registrado em ata.
A sistemática de avaliação e o registro do resultado serão bimestrais.
O registro do resultado da avaliação será expresso de forma numérica de 1 a 10 com fração de 0,5;
A Recuperação de estudos deverá ser oferecida sempre que o rendimento do aluno for inferior a sete (7);
Nas primeiras séries do ensino fundamental, o registro da avaliação será descritiva, durante o ano letivo e convertido em valores numéricos ao final do mesmo ou quando o aluno for transferido;
Nas duas primeiras Séries do Ensino Fundamental não haverá retenção/reprovação do aluno;
Ter-se-ão como aprovados quanto ao rendimento os alunos que:
- Obtiverem a média anula igual ou superior a sete (7) em todas as disciplinas;
- Submetidos a exame final, obtiverem catorze (14) pontos ou mais;
A escola adotará o exame final, obrigatório para os alunos que atingirem média anual igual ou superior a três (3) e inferior a sete (7) aplicando a seguinte fórmula: (Média anual dos bimestres x 1,7) + (Nota do exame Final x 1,3) ≥ 14 ponto;
Ter-se-ão como reprovados, os alunos com média anual inferior a três (3) e os que submetidos a exame final não alcançarem, no mínimo, 14 pontos aplicando-se a fórmula anterior.

3.5.1 Critérios de Avaliação Definidos pela Escola
A avaliação é um instrumento para que o professor e a escola como um todo possa obter dados sobre o processo de aprendizagem de cada aluno, reorientar sua prática e elaborar seu planejamento, propondo situações capazes de gerar novos avanços na aprendizagem dos alunos;
As situações de avaliação devem estar presentes em atividades contextualizadas para que se possa observar a evolução dos alunos, avaliando o conhecimento e o desenvolvimento de competências em todas as atividades escolares;
A avaliação não pode ser restrita a um instrumento para quantificar, porém transformá-la em registro contínuo, integral e dinâmico que permita acompanhar e comprovar se houve aquisição de conhecimentos e superação de conceitos;
Na avaliação oportunizar atividades que exijam a produção e o posicionamento do aluno.
Ordenar conteúdos básicos por disciplina e por série, de forma que todas as séries e disciplinas trabalhem os mesmos conceitos apresentados nos planejamentos de ensino;
Propiciar pesquisas para que os alunos demonstrem sua percepção, idéias centrais e busquem o conhecimento além dos repassados pelo professor, que esta pesquisa tenha objetivo definido;
Apresentar no mínimo três conceitos (trabalhos, pesquisas, provas, produções), durante o bimestre;
Estabelecer limites e responsabilidades com referência a normas e prazos na entrega de trabalhos;
Estabelecer com os alunos as normas e formas de avaliação de cada disciplina;
Falar a mesma linguagem com referência as normas estabelecidas pela escola;
Trabalhar a responsabilidade, assiduidade, participação, o interesse, etc.

3.5.2 Conselho De Classe
O Conselho de Classe é órgão colegiado de natureza deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, tendo por objetivo:
- avaliar processo ensino-aprendizagem na relação equipe diretiva/professor/aluno e encaminhamento de ações e procedimentos para a sua melhoria, adequados a cada caso.
- avaliar a prática docente, no que se refere à metodologia, aos conteúdos e as atividades pedagógicas realizadas;
- avaliar os envolvidos no trabalho educativo e as proposições de ações para a superação de dificuldades;
- avaliar as condições físicas, materiais e de gestão dos estabelecimentos de ensino que substanciam o processo ensino aprendizagem.
- decidir pela aprovação ou não aprovação dos alunos

Procedimentos relativos ao conselho de classe da escola
Na semana de planejamento no início do ano letivo aconteceu a discussão sobre Avaliação Escolar onde se definiu estratégias para a realização do Conselho de Classe:
1º- Momento - O Professor Regente da turma juntamente com direção e setor pedagógico fará levantamento com os alunos da série considerando aspectos positivos (avanços), dificuldades que o professor encontra em relação a turma , dificuldades de aprendizagem dos alunos, sugestões e encaminhamentos referentes ao bimestre .
2º- Momento - No dia do Conselho de Classe o Professor Regente coloca ao grupo de professores o levantamento realizado em sala com os alunos. Após análise dos dados e as discussões com o grupo será realizado os encaminhamentos sobre dificuldades de aprendizagem e problemas disciplinares e encaminhamentos de ações e procedimentos para cada caso, com registro em Ata.
3º - Momento - O professor Regente retorna à turma e coloca das decisões do Conselho de Classe.
4º- Momento - Ao final do bimestre acontecerá um momento com pais/alunos onde o professor juntamente com direção e equipe pedagógica sobre o rendimento escolar do aluno, as dificuldades, os avanços e encaminhamentos para que os mesmos possam estar auxiliando os filhos na superação de dificuldades.

3.6 Conselho Deliberativo Escolar
O Conselho Deliberativo Escolar, regulamentado pelo Decreto Estadual n.º 3429/98 de 08/12/98, deve ser uma instância de funcionamento permanente, cuja função é garantir a formação e a prática democrática na escola.
O Conselho Deliberativo é um órgão colegiado de natureza consultiva, normativa, deliberativa e avaliativa, que atuará em assuntos referentes a gestão pedagógica, administrativa e financeira da unidade escolar, conforme disposto no Art.71, incisos II e IV da Constituição Estadual, Art.46 da Lei 9.831 de 17/02/95, Art.19 e 20 da Lei Complementar 170 de 07/08/98, pelo Decreto 3.429 de 08 de dezembro de 1998 e pela portaria 008/99 de 27/05/99 da Secretaria de Estado da Educação, e demais legislação vigente sobre o assunto.
Nas suas ações de natureza avaliativa e deliberativa, o Conselho Deliberativo Escolar se norteará pelos princípios Constitucionais, normas legais vigentes, políticas educacionais e diretrizes emanadas dos órgãos do sistema.
Este Conselho vem favorecer a participação da comunidade na escola e a presença da escola na comunidade. Abre espaço para as reivindicações dos alunos, professores, pais e comunidade, possibilitando que as famílias e os educadores atuem juntos na melhoria do atendimento escolar.
A ação do Conselho Deliberativo Escolar tem seus limites, não podendo romper com os objetivos gerais da educação nem com seus princípios legais, deve estar submetido à legislação, às normas emanadas do Estado, ao Projeto Político Pedagógico da escola e aos interesses e à vontade da comunidade escolar que representa.

3.7 Projetos Pedagógicos
Para o ano de 2010, a escola definiu coletivamente os seguintes projetos: Projeto Vida, Prevenção á Violência Contra Crianças e Adolescentes; Prevenção a Violência Contra Educadores; Combate a Prática de Bullying na Unidade Escolar; Copa do Mundo; A Inclusão e Diversidade; Projeto Educativo Para Cultura de Prevenção de Desastres.



4. DIMENSÃO ADMINISTRATIVA

4.1 Aspectos Gerais da Organização Escolar

4.1.1 Regime de Funcionamento
Os cursos da Escola de Educação Básica Professora Irene Stonoga serão organizados em conformidade com a legislação específica.
A Unidade Escolar oferece, de acordo com sua especificidade, o curso de Ensino Fundamental e Médio, no período matutino, vespertino e noturno, sendo que a organização curricular é por séries anuais .

4.1.2 Formação das Turmas
As turmas serão formadas conforme número mínimo definido pela SED e legislação vigente.

4.1.3 Matrícula
A matrícula se realizará no final e início de cada ano escolar obedecendo o calendário fixado pela SED e caberá à Unidade Escolar administrá-la no decorrer do ano letivo, assegurando o acesso e permanência do aluno na Escola.
O aluno deverá apresentar um comprovante de residência comprovando a distância da escola, respeitando assim a lei do zoneamento.
A escola, juntamente com o aluno e a família, se responsabiliza em providenciar a documentação necessária para a efetivação da matrícula.

4.1.4 Transferência
A transferência é permitida em qualquer época do ano e terá o prazo máximo de 30 (trinta) dias para envio e apresentação da documentação exigida.
As divergências do currículo em relação às disciplinas da parte diversificada, estabelecidas pela Unidade Escolar, não constituirá impedimento para a aceitação da matrícula por transferência.
Se o aluno necessitar de reclassificação, adaptação ou dependência a escola fará um estudo de toda documentação envolvendo direção, secretaria, especialistas e professores, registrando as decisões e avaliações.
No caso de transferência de aluno estrangeiro a escola orientará os procedimentos para a equivalência de estudos e ao processo de reclassificação conforme a legislação específica.

4.1.5 Adaptação
O aluno que vier transferido de outro estabelecimento de ensino com plano curricular diferente do previsto pela Unidade Escolar, estará sujeito à adaptação nas disciplinas que não tenha cursado em série anterior.
A adaptação em número máximo de quatro, será realizada de forma equilibrada, tendo a preocupação de planejar esses estudos, valorizando a aprendizagem do aluno, procurando definir claramente as reais necessidades.

4.1.6 Equivalência de Estudos
A escola aceitará a transferência de alunos oriundos de outros países, segundo os procedimentos relativos à equivalência de estudos, conforme estabelecido de acordo com a legislação vigente. Observar-se-á se o aluno está devidamente registrado no Departamento de Polícia Federal.
Caso o aluno não possa apresentar qualquer documento escolar em decorrência de calamidades, guerras e outras situações de emergência será submetido ao processo de reclassificação.

4.1.7 Progressão Parcial (Dependência)
Terá direito a progressão parcial (dependência) o aluno que não alcançar rendimento para aprovação em até duas disciplinas nas duas últimas séries do ensino fundamental e em todas as séries do ensino médio, devendo ser garantidas atividades presenciais de recuperação dos conteúdos, com orientação e acompanhamento do professor da(s) disciplina(s).
As atividades de dependência deverão ser registradas no diário de classe.
O regime de dependência será desenvolvido no contra turno de horário de funcionamento da escola.
Caso a escola não possua atividades no contra turno, o aluno poderá fazer a dependência em outra escola da rede estadual de ensino, que ofereça a série ou curso equivalente, devendo nesse caso, o registro do conteúdo e do rendimento ser enviado à escola onde o aluno está matriculado.
A escola poderá antecipar as avaliações de estudos referentes à(s) disciplina (s) cursando em regime de dependência, em até um semestre letivo, devendo as verificações de o rendimento abranger o conteúdo integral dos referidos componentes curriculares.
A avaliação da dependência poderá ser feita através de provas, trabalhos, seminários, exposições, relatórios referente aos conceitos trabalhados.

4.1.8 Do Avanço nos Cursos ou Séries
O avanço nos cursos ou séries por classificação poderá ocorrer sempre que se constatarem altas habilidades ou apropriação pessoal do conhecimento por parte do aluno, igual ou superior a 70% dos conteúdos de todas as disciplinas ou áreas oferecidas na série/ano ou curso que o aluno estiver matriculado.
A proposição do avanço nos cursos ou séries caberá ao estabelecimento de ensino, devendo ser ouvidos os alunos, os pais ou responsáveis.
A avaliação do aluno deverá ser planejada, elaborada e operacionalizada por banca constituída por membros do corpo docente, direção e pessoal de apoio pedagógico da escola, e ter o resultado apreciado pelo Conselho de Classe.

4.1.9 Da Classificação e Reclassificação
A Classificação significa posicionar/reposicionar o aluno na série/ano adequada, considerando a relação idade-série/ano.
Para qualquer série, além dos critérios de promoção e transferência, poderá ser efetuada a classificação ou reclassificação do aluno, independente de escolarização anterior, tomando por base sua experiência e grau de desenvolvimento pessoal.
A reclassificação tomará como base normas curriculares gerais, cuja sequência deverá ser preservada, e se constatar apropriação de conhecimento por parte do aluno, superior a 70% dos respectivos conteúdos.
Não poderá ser reclassificado a aluno em dependência de disciplina(s) ou que estiver reprovado na série/ano cursada na dependência realizada.

4.1.10 Organização dos Tempos Escolares
A EEB Professora Irene Stonoga segue a legislação (Lei nº 9394/96 art.23, 24 e Lei complementar nº 170/98, art.25 e 26), no que se refere a organização dos tempos escolares sendo 200 (duzentos) Dias de Efetivo Trabalho Escolar ou seja, 800 (oitocentas) horas como carga horária mínima, com 05 aulas diária, sendo que a carga horária ministrada é de 5 aulas é de 45 minutos, a partir da 5ª Série do Ensino Fundamental e Médio no período diurno e no período noturno 5 aulas de 40 minutos. A diferença dos 48/45 minutos (diurno) e 40/45 (noturno) estabelecidos na grade curricular será compensado através de trabalhos a distância e projetos de viagens de estudo.
Até a 5ª série do Ensino Fundamental (nove anos), o tempo será de 4 horas de permanência na escola, incluindo o tempo destinado ao recreio que faz parte da atividade educativa.
O Calendário Escolar foi adequado as necessidades regionais conforme o que ficou firmado junto a Gerência Regional de Educação e discussão com a escola.

4.1.11 Frequência
A escola desenvolve alternativas diversificadas que motivem os alunos a estar presentes nas atividades escolares durante todo o ano letivo.
Caso detectado problemas de faltas, procura contatar com os familiares pesquisando as causas para que o aluno retome o comparecimento em tempo hábil para o cumprimento da carga horária.
A escola também encaminha os alunos faltosos ao Programa APOIA (Programa de Combate à Evasão Escolar), assim que apresentar 5 faltas consecutivas ou 8 faltas intercaladas.

4.2 Formação Acadêmica e Profissional do Corpo Docente e Diretivo
A escola conta com um quadro pessoal de 44 funcionários, sendo 1 (uma) diretora geral, 1 diretora adjunta , 2 especialistas (sendo uma em licença prêmio e em processo de aposentadoria), 1 Assistente Técnico Pedagógica , 1 Assistente de Educação, 17 professores Efetivos , 18 Professores Admitidos em Caráter Temporário , sendo destes, 2 professores para a sala de Informática.
Destes profissionais temos: 33 com pós graduação, 9 com graduação e 1 com Ensino Médio (sala de Informática - Noturno ).
4.3 Condições de Trabalho e Plano de Valorização dos Profissionais da Educação
De acordo com o número de profissionais anteriormente descritos temos na escola: 1 profissional com 20 horas semanais; 4 profissionais com 30 horas semanais; 22 profissionais com 40 horas semanais; e 17 que trabalham mais de 40 horas semanais (sendo em escolas públicas ou particulares ).
O plano de valorização dos profissionais refere-se às capacitações e formações continuadas oferecidas pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) através da plataforma FREIRE e GESTAR II – Matemática e Língua Portuguesa, pela Secretaria Estadual de Educação e SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional) e outros que poderão ser realizados através de projetos próprios da escola com parcerias de universidades e outros.
Também são oferecidos momentos de estudo e planejamento conforme calendário escolar.
As horas atividades serão desenvolvidas de forma coletiva com momentos de planejamento por série/disciplina, reunião com pais, entrega de boletins e outras atividades promovidas pela escola.

4.4 Formas de Atendimento dos Alunos
A Escola de Educação Básica Professora Irene Stonoga atende os alunos do Ensino Fundamental e Médio, distribuídos nos seguintes turnos:
- Matutino – Ensino fundamental (séries iniciais e séries finais - 1ª a 9 ª Série ) e Ensino Médio(1ª, 2ª e 3 ª Série );
- Vespertino – Ensino fundamental (séries iniciais e séries finais – 1ª a 9 ª Série );
- Noturno - Ensino Médio (1ª, 2ª e 3 ª Séries );
A partir do ano de 2007 a escola passou a ministrar o ensino Fundamental de nove anos de forma gradativa de acordo com orientações da SED.
O ensino fundamental de nove anos assegura às crianças um tempo mais longo de convívio escolar e consequentemente maiores oportunidades de aprendizagem.
Para ingressar na 1ª Série do Ensino Fundamental a criança deverá completar seis anos até 31 de março do corrente ano.
A escola possui o SAEDE /DM (Serviço de Atendimento Educacional Especializado para, Deficiência Mental) 40 horas semanais, atendendo os alunos por grupos de no máximo até quatro, de acordo com a faixa etária e fase de desenvolvimento.
Na formação das turmas regulares também ocorre a inclusão de alunos com deficiência comprovada por laudos, casos de necessidades especiais e uma turma com 2º Professor.
A escola também participa do Programa APOMT (Aviso por Maus Tratos Contra Criança ou Adolescente) do Ministério Público do estado de Santa Catarina, com objetivo de garantir no estado um Sistema Unificado de Aviso Compulsório de maus Tratos contra criança ou adolescente, contando com o apoio da Área da saúde, Assistência Social, Sistema de Segurança Pública e pelos Conselhos Tutelares, que garanta o atendimento da vítima aos programas de proteção que se fizerem necessários, conforme o que estabelece a Lei nº 8.069.
Outro programa que visa o atendimento aos alunos do qual a escola participa é a RAIA (Rede de Atendimento Integral da Criança e Adolescente) que tem por objetivo criar estratégias para rediscussão da estrutura e funcionamento do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente do município de Chapecó;
Outra forma de atendimento aos alunos dá-se através do Estágio Remunerado aos alunos do Ensino Médio, seguindo orientações da lei Federal de Estágio Nº 6.494 de 07/12/1970, Decreto 87.497 que regulamenta a lei nº 6.494 e Parecer nº 35 – expedido pelo Conselho nacional de Educação.

4.5 Proposta de Avaliação Institucional
A escola fará a avaliação institucional através de questionário, avaliando anualmente os diversos setores e segmentos e atividades da escola com o objetivo de planejar/replanejar as atividades escolares, buscando alternativas mediante os resultados, para que assim possa cumprir a sua função social de modo mais competente possível diagnosticando avanços e falhas dentro do processo. Também inclui além do questionário uma auto-avaliação de cada profissional (interpretando seu trabalho, planejamento, atividades, dificuldades, atitudes).


5. DIMENSÃO FINANCEIRA
Os recursos financeiros são oriundos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) que tem por finalidade auxiliar em caráter suplementar. Seu objetivo é de prestar assistência financeira visando a melhora da infra-estrutura, o reforço da autogestão escolar nos planos financeiro, administrativo e didático e a elevação dos índices de desempenho da educação básica.
6. DIMENSÃO FÍSICA

A Escola de Educação Básica Professora Irene Stonoga possui uma área física de 4.894,80 m², com área construída de 1.368,94 m² e 2100m² de área livre.
Conta com uma biblioteca com 4.270 livros de literatura infantil, infanto-juvenil, enciclopédias, revistas, jornais, videoteca (CD, DVD), livros didáticos, pedagógicos, entre outros.
Também possui um laboratório de informática com 10 computadores, sendo o seu atendimento nos turnos matutino, vespertino e noturno e um laboratório móvel de ciências físicas, químicas e biológicas.
Para a convivência e o desenvolvimento de atividades culturais, recreativas e esportivas conta com uma quadra polivalente externa (435 m²), um ginásio de Esportes em fase de acabamento (com área aproximada de 930 m²) e aproximadamente 2.100 m² de área livre. Para a alimentação, possui um refeitório, uma cozinha e um depósito de merenda.
Além disso, possui 12 salas de aulas, 1 sala de direção, 1 sala de professores, 1 sala adaptada para o SAEDE/DM (Serviço de Atendimento Educacional Especializado) de 12,33 m², 1 sala do setor pedagógico de 12,33m², 1 sala de vídeo, 1 sala para material de educação física de 12,33m², 5 banheiros masculinos, 5 banheiros femininos, além de 1 banheiro masculino e 1 banheiro feminino adaptados para deficientes físicos, 2 banheiros na sala de professores, 1 banheiro na sala da direção.
Com referência a acessibilidade para portadores de necessidades especiais conta com rampas de acesso as duas entradas da escola e um banheiro masculino e um feminino.

7. METAS, AÇÕES, CRONOGRAMA, RESPONSÁVEIS E RESULTADO ESPERADO

Meta 1: Organização de horários de planejamento, estudo, organização de projetos, capacitação, reuniões pedagógicas.
Ações para Atingir a Meta: Prever no calendário escolar momentos para realizar essas atividades; utilizar-se das horas atividades para esses momentos; parcerias com entidades para formação continuada (Plataforma Freire, Universidades, SED...).
Cronograma: Durante o ano letivo.
Responsáveis: Coletivo – direção, pedagógico, professores e funcionários.
Resultado Esperado: Melhoria do processo ensino aprendizagem tornando-o mais atrativo.
Meta 2: Conscientizar a comunidade escolar sobre os diferentes incluídos na escola.
Ações para Atingir a Meta: Estudos diversos sobre a trajetória da inclusão; orientar a comunidade escolar sobre a educação inclusiva, oferecer palestras com profissionais da área médica e pedagógica.
Cronograma: Durante o ano letivo.
Responsáveis: Coletivo - Professores, pais, direção, pedagógico e outros profissionais da área.
Resultado Esperado: Melhoria na convivência com respeito a diversidade através da : amizade, tolerância , solidariedade, cooperação, companheirismo no ambiente escolar e na sociedade como um todo.
Meta 3 : Palestras com profissionais de diversas áreas (saúde, ambiente, relações humanas) para a comunidade escolar.
Ações para Atingir a Meta: Convidar diferentes profissionais para palestra com pais, alunos, professores, sobre temas diversos para sua formação cidadã (psicólogos, ginecologistas, biólogo, promotoria, defensoria pública, entre outros).
Cronograma: Ano todo.
Responsáveis: Todos – Comunidade escolar, parcerias com Universidades, entidades e profissionais autônomos
Resultado Esperado: Boa convivência entre os diferentes segmentos da escola; práticas seguras de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis.
Meta 4: Trabalhar de forma diferenciada nas 5ª séries diante da dificuldade que os alunos encontram na diversidade de professores, alunos provenientes de outras escolas, normas de convivência e organização.
Ações para Atingir a Meta: Atividades de localização dos ambientes e profissionais da escola, organização (horário das aulas, horário de estudo, temas, professores e profissionais da escola).
Cronograma: Primeiros dias e contínuo.
Responsáveis: Coletivo (Professores, pais, direção, pedagógico, funcionários ).
Resultado Esperado: melhoria da aprendizagem e convivência no ambiente escolar
Meta 5: Melhorar a organização do ambiente físico e mobiliário da escola .
Ações para Atingir a Meta: Disponibilizar mesas para atividades recreativas no pátio; ver materiais alternativos, através de parcerias e/ou a possibilidade de aquisição através da Secretaria de Desenvolvimento Regional; viabilizar junto a SED aquisição de mobiliário para os alunos dos anos iniciais e/ou adaptação dos existentes; utilização de outros espaços para atividades de recreação na hora do recreio; montar equipes de trabalho para organização da horta, jardim e do ambiente escolar; aquisição de lixeiros para separação adequada do lixo produzido na escola; ver a possibilidade de organizar salas ambiente por áreas afins fazendo visitas a outras escolas que já adotam essa forma de organização.
Cronograma: Início e durante o ano letivo
Responsáveis: Comunidade escolar (Direção, professores, pais, APP, Conselho Deliberativo), SDR, SED
Resultado Esperado: Melhoria na organização do ambiente proporcionando bem estar à comunidade escolar.
Meta 6: Organizar Viagens de Estudo com objetivo de relacionar o conhecimento teórico com a prática.
Ações para Atingir a Meta: Viabilizar parcerias e verbas para viagens de estudo; expor em reunião de pais as viagens previstas vendo da possibilidade de participação e contribuição.
Cronograma: Ano todo.
Responsáveis: Professores, pais, direção, pedagógico.
Resultado Esperado: melhoria na aprendizagem relacionando teoria e prática; integração escola e comunidade.
Meta 7: Viabilizar a contratação de um vigilante (humano) para maior segurança na escola.
Ações para Atingir a Meta: Ver a possibilidade através da SDR para contratação desse profissional; mobilizar a comunidade escolar para garantir a contratação do mesmo.
Cronograma: Início do ano letivo.
Responsáveis: Comunidade Escolar.
Resultado Esperado: Um ambiente seguro e sadio.
Meta 8: Participar de projetos através de parceria com o SESC, SENAI, SENAC, Biblioteca, Prefeitura Municipal , Universidades, entre outros.
Ações para Atingir a Meta: Agendar atividades de leituras, cinema, gincanas, exposições, feiras, Ação Global, entre outras, para a comunidade escolar.
Cronograma: Ano todo
Responsáveis: Comunidade Escolar
Resultado Esperado: Outras formas de aprendizagem além da escola; integração da escola com outras entidades.
Meta 9: Captar água da chuva
Ações para Atingir a Meta: providenciar junto aos órgãos públicos e parcerias com entidades privadas para a construção de uma Cisterna na escola.
Cronograma: Ano todo
Responsáveis: Comunidade escolar, SDR, parcerias com empresas privadas.
Resultado Esperado: Melhoria do meio ambiente, colocar em prática o que se fala na teoria com referência a questão ambiental.

OBSERVAÇÃO: A avaliação será realizada de forma contínua assim que as metas forem alcançadas, durante o ano letivo.


8. CONSOLIDAÇÃO DO PPP
Aprovação em Assembléia Geral da Comunidade com aporte de assinaturas em ata.









9. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BRASIL. Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988.
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de Julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Diário Oficial da União. Brasília.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
SANTA CATARINA. Constituição do Estado, 1989.
SANTA CATARINA. Lei Complementar Nº 170, de 07 de Agosto de 1988. Dispõe Sobre o Sistema estadual de Educação.
SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. Proposta Curricular. Florianópolis: IOESC, 1998.
SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação e do Desporto. Diretrizes 3: Organização da Prática Escolar na Educação Básica. Florianópolis: Diretoria de Ensino Fundamental/Diretoria de Ensino Médio, 2001.
SANTA CATARINA. Conselho Estadual de Educação. Resolução Nº 112 /CEE/SC de 12 de dezembro de 2006. Fixa normas para a Educação Especial no Sistema Estadual de Educação de Santa Catarina.
SANTA CATARINA. Conselho Estadual de Educação. Resolução Nº 158/CEE/SC de 25 de novembro de 2008. Estabelece Diretrizes para Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem.
SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. PORTARIA N/37 de 26 de novembro de 2009. Regulamenta a implantação da sistemática de avaliação do processo ensino aprendizagem na rede Pública Estadual de Ensino.